2.º Encontro Nacional Autonomia e Flexibilidade Curricular

Currículo: + Equidade + Qualidade das Aprendizagens

Europarque - Santa Maria da Feira | 24 e 25 de maio de 2022

PAINEL DE ORADORES


Eduard Vallory

24 de maio 11:45 - 12:30 | AUDITÓRIO 1 - Uma mudança de paradigma na forma como ensinamos e como se aprende
Biografia
EDUARD VALLORY liderou a aliança de transformação educacional Escola Nova 21, que mobilizou 500 escolas na Catalunha para mudar o paradigma da educação. É Presidente do CATESCO (antigo Centro UNESCO da Catalunha) e Diretor Associado para Iniciativas Estratégicas do Instituto de Ciências Fotónicas (ICFO), e foi responsável pela promoção de um programa universitário para melhorar o desenvolvimento profissional dos professores (UVic e UOC) e, anteriormente, Diretor da Barcelona School of Economics.
É doutor em Ciências Políticas e Sociais (UPF) com uma tese sobre Educação para a Cidadania Global, master em Ciências Sociais pela Universidade de Chicago, licenciado em Filosofia (UB), e tem sido académico visitante na Universidade de Cambridge e na Universidade de Nova Iorque (NYU). É o autor do livro World Scouting: Educating for Global Citizenship (Palgrave Macmillan, 2012).

Sinopse da comunicação
Qual é o propósito da educação? Desde o primeiro Relatório da UNESCO, em 1972, tem sido dito que o objetivo é o desenvolvimento integral de cada pessoa, de cada criança. Mas até que ponto é isto realmente o caso nas nossas escolas? Até que ponto, a arraigada cultura seletiva, as crenças sobre a aprendizagem e a forma de medi-la, ou a inércia do que sempre foi feito, nos impedem de alcançar este propósito?
É portanto um desafio passar de um sistema educativo largamente seletivo para um sistema orientador e inclusivo; é um desafio passar de currículos fixos e transmissores para currículos flexíveis, baseados na competência, que personalizem a aprendizagem; e é um desafio evoluir de um sistema onde os estudantes aprendem com uma lógica individualista, os professores trabalham sozinhos e as escolas vivem isoladas, para um sistema de aprendizagem e ensino cooperativos, com escolas autónomas e interdependentes. Mas é um desafio fundamental se quisermos garantir o propósito que proclamamos.

Tiago Pitta e Cunha

24 de maio 14:30 - 15:30 | AUDITÓRIO 1 - Educar para o Desenvolvimento Sustentável
Biografia
TIAGO PITTA E CUNHA é Diretor Executivo da Fundação Oceano Azul desde a sua criação em 2017. Durante mais de duas décadas, seguiu uma carreira internacional defendendo uma governação mais forte do oceano, tendo trabalhado para as Nações Unidas, a Comissão Europeia, o governo português e o Presidente de Portugal.

Sinopse da comunicação
Portugal tem defronte dele um desígnio principal: construir uma sociedade alinhada com o novo paradigma do século XXI, dedicada à sustentabilidade ambiental. Este desígnio impõe uma evolução do modelo de desenvolvimento económico nacional. Tal evolução só terá lugar se resultar de um debate que se alargue a toda a sociedade portuguesa, o que requer um aumento da literacia relativa aos grandes desafios ambientais das próximas décadas, eles próprios motores do novo paradigma do século XXI.
Um novo olhar sobre a educação para promover a sustentabilidade ambiental na sociedade Portuguesa torna-se determinante.
A flexibilidade curricular é o contexto acertado para ligar a agenda da sustentabilidade à agenda da educação.
Quanto mais rapidamente esta ligação for potenciada e reforçada, mais rapidamente a sociedade portuguesa estará na linha da frente das sociedades mais progressistas e logo vencedoras no contexto do novo paradigma.
Portugal tem ainda a especificidade de dever concentrar esforços na literacia azul. De entre todos os temas da sustentabilidade ambiental, o oceano é extraordinariamente te transversal e englobante de todos esses temas.
Para um país com a geografia de Portugal, a literacia azul, por aquela razão, deve ser o ponto de enfoque principal na ligação da sustentabilidade ambiental à educação.
A Fundação Oceano Azul, apoiada desde o seu início pelo Ministério da Educação, ao seu mais alto nível, tem vindo a fazer um percurso no sentido de concretizar a visão acima descrita, em particular com a construção de um projeto-piloto sobre literacia azul, intitulado Educar para uma Geração Azul, que tem como alvo os alunos do primeiro ciclo de educação em Portugal.
Este projeto-piloto, segundo avaliação independente, já se consubstancia num modelo que pode ser escalado ao todo nacional. E que pode ser replicado noutras geografias.


Helena Carreiras

24 de maio 14:30 - 15:30 | AUDITÓRIO 2 - Educar para a paz
Biografia
HELENA CARREIRAS é Licenciada em Sociologia e Doutora em Ciências Sociais e Políticas no Instituto Universitário Europeu em Florença, com uma tese sobre Políticas de integração de género nas Forças Armadas dos países da OTAN.
Foi professora associada com agregação no ISCTE, investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, investigadora visitante no departamento de estudos sobre as Mulheres na Universidade da Califórnia em Berkeley e professora visitante no departamento de Governo da Universidade de Georgetown, em Washington, DC. Ao longo da sua carreira desempenhou diversos cargos de direção. Participa ativamente em associações científicas e profissionais. Foi membro do Conselho do Ensino Superior Militar, do Conselho Geral do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e do Conselho Geral do Instituto Universitário Militar. É autora ou organizadora de diversos livros, capítulos de livro e artigos em revistas especializadas. Atualmente desempenha as funções de Ministra da Defesa.

Cesário Silva

24 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 1 - Estratégia de Educação Para a Cidadania na Escola
Biografia
CESÁRIO SILVA é diretor do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente desde 2009. Com formação inicial em Engenharia Mecânica fez o Mestrado em Ciências da Educação, na área de Teoria e Desenvolvimento Curricular e posteriormente o Curso de Formação Avançada, na especialidade de Administração Educacional, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UL. (Co)coordenou a equipa que implementou, no agrupamento, o Projeto-Piloto de Inovação Pedagógica entre 2016 e 2019.

Sinopse da comunicação
Durante a comunicação será abordado o processo de construção da Estratégia de Educação para a Cidadania no Agrupamento, numa perspetiva de Whole School Aproach, em estreita colaboração com a comunidade e tendo como referência o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Serão partilhados alguns exemplos de articulação da estratégia com o Projeto Educativo, o Plano Anual de Atividades e o Plano de Inovação, visando a formação de uma cidadania ativa, democrática, responsável e crítica, que capacite para uma intervenção mais consciente sobre os problemas do mundo em que vivemos.

Rosa Montez

24 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 1 - Cidadania: Primeiros passos na Educação Pré-Escolar
Biografia
ROSA MONTEZ é educadora de Infância desde 1984, pertence ao Quadro do AE Alexandre Herculano, Santarém, onde é Coordenadora do Departamento da Educação Pré-Escolar e Responsável do Jardim de Infância do Choupal, onde exerce as suas funções docentes. Durante dois anos acumulou funções como Assistente Convidada, em tempo parcial, na Escola Superior de Educação de Santarém. Mestre em Arte e Educação, integra a bolsa de formadores do Programa de Educação Estética e Artística do Ministério da Educação, Associação de Profissionais de Educação de Infância (APEI) e Centros de Formação de Associações de Escolas. É convidada a realizar seminários em Instituições de Ensino Superior e a criar e desenvolver projetos de educação artística em bibliotecas, Centros de Arte e escolas. É autora de várias comunicações e de artigos em revistas sobre Educação. Em 2015 abraçou outro desafio, desta vez ligado à Literatura para a Infância, com o lançamento do seu primeiro livro "À Espera do Quê?", seguindo-se outros dois "Catrapum, aqui vai mais um" e, durante a pandemia, "Sorrisos Máscara(dos)". Colaborou na conceção do livro pop-up "Nós, as crianças... temos direitos", uma edição da APEI e IAC com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. "

Sinopse da comunicação
Com esta comunicação pretende-se apresentar alguns exemplos de práticas pedagógicas que se encontram e cruzam com o processo de reconhecimento de uma cidadania ativa nos primeiros anos.
Os direitos de cidadania são reconhecidos pela Convenção dos Direitos da Criança e, na Educação Pré- Escolar, uma educação para a cidadania pressupõe a construção de uma linha condutora de promoção do conhecimento e respeito por si próprio, pelos outros e pelo mundo. De um ponto (o que as crianças revelam), nascem outros (os que o adulto oportuniza) e estes agregam-se e fluem na direção de uma vivência democrática, justa, tolerante, respeitadora, criativa e feliz.

Filipa Matos

24 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 2 - Educar para a Interculturalidade
Biografia
FILIPA MATOS é professora de História do 3.º ciclo e secundário, coordenadora para a área de Cidadania no Agrupamento de Escolas João da Rosa e doutoranda em Ciências da Comunicação no ISCTE-IUL (com foco na Literacia dos Media e Cidadania Digital). Mestre em Educação Especial, pós-graduada em Ciências da Comunicação: Indústrias Culturais e em Ensino de Português Língua Estrangeira, realizou ainda os cursos profissionais de Jornalismo e Expressão Dramática. O trabalho que desenvolve com os seus alunos tem sido divulgado em iniciativas de âmbito nacional promovidas pela Direção-Geral da Educação, CENJOR, Sindicato de Jornalistas e GILM. Internacionalmente, o seu trabalho tem sido divulgado e apresentado como parte integrante e operacionalizadora de projetos do Conselho da Europa, da UNESCO e da OCDE e TTF International Task Force on Teachers for Education 2030.

Sinopse da comunicação
Esta comunicação destaca a importância dos professores, da escola e da educação para a cidadania na preparação de cidadãos para um mundo marcado pelos desafios da interculturalidade. Centra-se na forma como a Estratégia de Educação para a Cidadania de Escola pode ser potenciadora da operacionalização transversal do domínio da Interculturalidade, referindo exemplos de articulação com outros domínios (ex. Direitos Humanos; Instituições e Participação Democrática; Media), assim como sugestões de implementação ao nível de projetos de escola, comunitários, numa lógica de whole-school approach, partindo do local para o mundo.

Vitor Tomé

24 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 2 - Educar para os Media
Biografia
VITOR TOMÉ é docente na Universidade Autónoma de Lisboa e investigador do Centro de Investigação em Estudos de Sociologia (ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa). Os seus interesses de investigação estão centrados em Educação para a Cidadania Digital, Literacia dos Media e Jornalismo. Doutor em Educação, pós-doutorado em Ciências da Comunicação, exerce funções de especialista no Conselho da Europa, na Comissão Europeia e no Governo da Geórgia. Formador de professores e de formadores, jornalista e editor, tem desempenhado funções de investigador-coordenador, investigador e consultor em múltiplos projetos nacionais e internacionais.

Sinopse da comunicação
Esta comunicação está focada no lugar da Educação para os Media e da Literacia dos Media no atual contexto das políticas educativas. Está organizada em três momentos. No primeiro, apresentamos as definições-chave e os desafios associados à Educação para os Media. No segundo abordamos a forma como a Literacia dos Media está enquadrada nos atuais modelos de formação de cidadãos (Comissão Europeia, Conselho da Europa, UNESCO), com referências à política educativa portuguesa. No terceiro partilhamos práticas de Educação para os Media, desde a Educação Pré-escolar ao Ensino Secundário, e concluímos com um conjunto de perspetivas futuras.

ComParte

24 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 3 - O que leva os jovens a participar? - Participação política dos jovens. Que futuro?
Biografia
O COMPARTE é uma iniciativa da Fundação Maria Rosa desde 2014. Focado na visão de uma sociedade que se constrói sobre a cultura de participação e colaboração, onde as decisões são participadas e as soluções, (co)construídas, na Área do ComParte & Educação, temos, desde 2015, criado contexto para ouvir as experiências e recomendações de mais de 3000 jovens de todo o país. Este conhecimento sobre educação e juventude está compilado em 3 cadernos de recomendações e tem sido partilhado, pelos jovens, com diversos profissionais e decisores nos últimos anos, inspirando práticas e influenciando decisões e políticas.

Sinopse da comunicação
O que é ser jovem, o que os move, preocupa e interpela, o que são espaços seguros para fazer parte ou o que os leva a participar são algumas das perguntas que guiarão este workshop. Neste espaço, profissionais da área da Educação e Juventude poderão ter acesso ao coração dos jovens e, a partir das suas experiências e recomendações, encontrar inspiração e ferramentas, e mover reflexões sobre as suas práticas profissionais. Descobrir pistas para a cooperação entre jovens e adultos será um dos motes!

Fatema Erfani, Obay Kahwaji , Qussain Kahwaji e Sofiia Kucher

24 de maio 16:00 - 17:00 | AUDITÓRIO 1 - Acolher e Incluir Conversa com alunos
FATEMA ERFANI é uma jovem afegã de 16 anos. Estudou e viveu em Cabul, onde o sentimento de insegurança, nomeadamente no que respeita às mulheres, sempre se fez sentir, até setembro de 2021. Filha mais nova do casal Erfani, vive no Concelho de Sintra com a mãe, duas irmãs e um irmão. O pai, escritor, membro do Parlamento afegão e líder reconhecido no Afeganistão, faleceu há cerca de 6 anos. Sempre foi uma aluna aplicada, com muito bom aproveitamento e lutou pelo seu sonho: integrou a Seleção de Futebol Juvenil Feminino do Afeganistão, alguns meses antes da tomada do poder pelos talibãs.
Com a entrada dos talibãs em Cabul, a 15 de agosto, a família Erfani, tal como as famílias das outras atletas da Seleção de Futebol Juvenil Feminino do Afeganistão, viria a receber apoio, para ser evacuada de Cabul, da capitã da seleção sénior feminina do Afeganistão, Farkhunda Muhtaj, que, desde o Canadá, se envolve na complexa operação de resgate.
A história desta fuga tem contornos que merecem ser referidos. Farkhunda, que mantinha contacto com as autoridades americanas, através de um grupo no WhatsApp foi marcando, com os compatriotas, sucessivos pontos de encontro, junto ao aeroporto de Cabul, com vista à evacuação. Ou porque os portões se encontrassem encerrados, ou porque ocorressem explosões nas imediações, foi para Mazar-e-Sharif que o grupo teve de se dirigir, numa viagem complicada, com muitos checkpoints pelo caminho e com controlo tão apertado, que incluía a revista dos telemóveis. Após 20 dias, a 19 de setembro, em pleno voo para a Geórgia, souberam que Portugal se dispusera a acolhê-los com o estatuto de refugiados.

OBAY e QUASSAI NOUREDDIN KAHWAJI são gémeos, têm 15 anos e nasceram na Síria. Aos 6 anos, por motivos de perseguição política, a família foge para o Egito, onde permanece durante 8 anos.
Em 2019, vêm para a Portugal, com a família: os pais, dois irmãos mais velhos - um rapaz e uma rapariga - a avó paterna e os avós maternos. A adaptação foi muito boa, encontrando-se, neste momento, completamente incluídos na sociedade, nomeadamente, na comunidade escolar. A família está integrada profissionalmente, estando a avó paterna reformada.
São jovens encantadores, dinâmicos, extremamente educados e responsáveis. Os gémeos são o espelho um do outro, mostram uma enorme cumplicidade e apresentam-se como uma equipa.

SOFIIA KUCHER nasceu em Ternopil, uma cidade na região oeste da Ucrânia, em 2006, onde viveu até aos 13 anos. Em 2019 viajou com os pais e irmão para Portugal, numa perspetiva temporária, por razões de emprego. No entanto, a adaptação ao novo país foi muito positiva, pelo que decidiram ficar permanentemente.
Integrou o sistema de ensino português no 8.º ano, na E.B. Quinta de Marrocos, em Benfica, tendo continuado com sucesso o seu percurso escolar até ao Ensino Secundário, que frequenta atualmente na Escola Secundária José Gomes Ferreira, do Agrupamento de Escolas de Benfica, no curso de Línguas e Humanidades, no 10.º ano.
A maior dificuldade que encontrou foi a aprendizagem da língua, que tem desenvolvido com a ajuda da Escola, em particular através da disciplina de Português Língua Não Materna. Frequenta também a Escola Ucraniana, onde desenvolve áreas do currículo do seu país natal, e onde estabeleceu laços de amizade com jovens da comunidade ucraniana em Portugal, o que foi muito facilitador da sua integração no nosso país.
Gosta particularmente de estudar línguas, ambicionando prosseguir estudos nesta área, e vir a trabalhar como tradutora. Ocupa os tempos livres com o desenho, de que gosta particularmente, com a escrita e com jogos online com os amigos.

João Costa - Ministro da Educação

24 e 25 de maio | AUDITÓRIO 1
Biografia
JOÃO COSTA nasceu em 1972 em Lisboa, tendo residido e crescido em Setúbal. Licenciou-se em Linguística pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutorou-se em Linguística em 1998, na Universidade de Leiden, na Holanda, tendo sido investigador visitante do Massashusetts Institute of Technology. É professor catedrático de Linguística na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi diretor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa até novembro de 2015. Foi presidente do Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e Tecnologia, até novembro de 2015. Foi Secretário de Estado da Educação nos XXI e XXII Governos Constitucionais. Foi membro do Conselho Científico do Plano Nacional de Leitura, da Comissão Nacional do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e do Conselho Consultivo do Instituto Camões. Foi presidente da Associação Portuguesa de Linguística. Foi professor convidado em várias universidades no Brasil, Macau, Espanha, Holanda e Itália. Integra o conselho editorial de várias revistas internacionais de linguística. No âmbito da sua atividade de investigação - a sintaxe teórica, a aquisição e desenvolvimento da linguagem e a linguística educacional - é autor de inúmeros artigos, capítulos de livros e livros.

António Leite - Secretário de Estado da Educação

25 de maio 17:00 - 17:30 | AUDITÓRIO 1 - Sessão de Encerramento
Biografia
ANTÓNIO de Oliveira LEITE nasceu no Porto, em 1961. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas - Estudos Ingleses e Alemães, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em 1983.
É Professor do Agrupamento de Escolas Clara de Resende (Porto), a exercer funções de Vice-Presidente do Conselho Diretivo do IEFP, IP, desde 1 de janeiro de 2020.
Representante de Portugal no Governing Board da Fundação Europeia para a Formação. Coordenador do Plano Nacional de Implementação de uma Garantia Jovem. Coordenador Executivo do Eixo3 do INCoDe 2030. Membro do Conselho Estratégico do Projeto Desafio 2030 - Transferência de Conhecimento e Tecnologia da Associação Empresarial de Portugal. Delegado Oficial do Worldskills Portugal. Membro do Conselho Municipal de Educação do Porto. Anteriormente, foi Delegado Regional do Norte do IEFP, IP, de janeiro de 2016 a dezembro de 2019, Diretor Regional da Direção Regional de Educação do Norte, de 2009 a 2011, Diretor Regional Adjunto da Direção Regional de Educação do Norte, de 2005 a 2009, e Diretor do Centro de Formação João de Deus, no Porto, de 2002 a 2005. Foi ainda assessor da Secretária de Estado da Educação e do Secretário de Estado da Administração Educacional do XIV Governo Constitucional. Vice-Presidente do Instituto Irene Lisboa. Dirigente da Federação Nacional dos Professores e do Sindicato dos Professores do Norte.

Pedro Cunha

24 de maio 16:00 - 17:00 | AUDITÓRIO 2 - Diversidade, inclusão e equidade educacional
Biografia
PEDRO CUNHA desempenha funções como Diretor do Programa Gulbenkian Conhecimento, onde lidera as Academias Gulbenkian Conhecimento, uma rede de 100 projetos de promoção de competências sociais e emocionais em crianças e jovens. Desempenhou funções como Psicólogo em escolas, e como Coordenador de programas municipais de inovação social, na prevenção das toxicodependências, desenvolvimento comunitário urbano e inclusão social de imigrantes. Foi Diretor de Programa na Fundação Aga Khan Portugal e docente no Ensino Superior. Desempenhou funções como Subdiretor-Geral da Educação entre 2010. Integrou a Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens, bem como o Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância, como Comissário Nacional. Foi perito na União Europeia, na UNICEF e na OCDE. Concluiu Licenciatura e Mestrado em Psicologia Educacional, estando o Doutoramento em curso.

Sinopse da comunicação
Nesta conferência os participantes terão oportunidade de conhecer - e de sentir - testemunhos de escolas na promoção de competências sociais e emocionais preconizadas no Perfil dos Alunos, por via da implementação das Academias Gulbenkian do Conhecimento. Também as suas experiências serão objeto de reflexão conjunta, numa sessão que se pretende participada, desafiante e surpreendente - precisamente os três motores da Atenção e da Aprendizagem.

Isabel Correia

24 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 1 - Educação pré-escolar para a inclusão e equidade
Biografia
ISABEL Maria Tomázio CORREIA é Educadora de Infância (1988), licenciada em Ciências da Educação, pós-graduada em Educação Especial, nos domínios Cognitivo-Motor e Intervenção Precoce na Infância, mestre em Ciências da Educação e doutorada em Educação, pelo Instituto da Educação da Universidade de Lisboa. Tem desempenhado funções docentes em contextos de educação de infância e em instituições de ensino superior. É formadora acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Professores. Foi diretora do Centro de Formação da Associação de Profissionais de Educação de Infância e integrou, durante vários anos, a sua direção em regime de voluntariado. Atualmente, coordena a Equipa Local de Intervenção Precoce na Infância do Seixal e é professora adjunta convidada na ESEde Lisboa. Publicou livro, capítulos de livros, artigos em revistas e atas de eventos científicos, individualmente e em coautoria.

Sinopse da comunicação
Em Portugal, o Plano de Expansão e Desenvolvimento da Educação Pré-escolar, a Lei-Quadro da Educação Pré-escolar e as Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar, publicadas em 1997 e 2016, são expressão da preocupação com as questões da inclusão e equidade. Muito embora seja preocupação explícita na legislação, não são, por si só, garantia de respostas de qualidade a todas e a cada uma das crianças.
Construir ambientes inclusivos, equitativos e de qualidade, para acolher, valorizar e respeitar a diversidade em contextos de educação pré-escolar é uma tarefa desafiadora e complexa. Exige de todos os que cuidam e educam reconhecer o direito e o valor das crianças enquanto sujeitos. Exige preconizar a escuta e participação de todas as crianças nas decisões relativas ao processo de desenvolvimento e aprendizagem, no sentido de serem respeitadas as suas especificidades, características, potencialidades e necessidades individuais. Exige profissionais atentos, equipas qualificadas, um currículo intencionalmente construído e reconstruído diariamente, com o envolvimento de todos: crianças, educadores, auxiliares, famílias e serviços da comunidade local.

Alice Ramos

24 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 1 - Entre estereótipos e preconceitos, a urgência de educar para o antirracismo
Biografia
ALICE RAMOS - Doutorada em Sociologia, pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tem como interesses de investigação os valores, o preconceito e a discriminação, as atitudes face à imigração e metodologias de estudos comparativos. É coordenadora nacional do European Social Survey-ERIC, membro do Executive Committee e Investigadora Principal do European Values Study, Investigadora Responsável do projeto CLAVE - O desenvolvimento dos valores na infância e na adolescência e representante de Portugal no projeto ESS-SUSTAIN2 . Coordena a linha de Produção de Dados da Infraestrutura PASSDA . Publicações recentes: a) Ramos, A., Vala, J. Are Childrearing values' preferences in Europe associated to socioeconomic development and social inequalities? In Ruud Luijkx, Tim Reeskens and Inge Sieben (Eds.) Reflections on European Values: Honouring Loek Halman's contribution to the European Values Study. European Values Study Vol 2. Open Press Tilburg University.; b) Ramos, A., Pereira, C. & Vala, J. (2020) The impact of biological and cultural racisms on attitudes towards immigrants and immigration public policies, Journal of Ethnic and Migration Studies, 46:3

Sinopse da comunicação
Desde pequenos aprendemos a criar categorias e a arrumar nestas 'caixinhas' as pessoas que conhecemos: a família, os professores, os colegas da escola, os amigos, os vizinhos, as pessoas com quem não devemos falar, e por aí fora. De uma forma geral, esta arrumação é boa e ajuda-nos a dar sentido ao mundo que nos rodeia. Mas também tem um lado menos bom e que nos leva a criar estereótipos sobre grupos de pessoas que não conhecemos, grupos dos quais não fazemos parte. O caminho que vai dos estereótipos à construção do preconceito é silencioso, faz-se sem sequer nos darmos conta e um dia, possivelmente ainda durante a infância, manifestamos atitudes discriminatórias relativamente a alguém apenas porque não tem as características típicas do 'meu' grupo.
Entre excluir alguém das brincadeiras por ter uma cor de pele diferente da nossa, ao racismo e ao ódio racial vai uma grande diferença, mas o mecanismo é o mesmo. O preconceito e a desumanização fazem com que as pessoas deixem de ser vistas como tal e, assim, se justifica que sejam tratadas de forma diferente ou que sejam 'castigadas' por algo que não fizeram. Como se constrói este preconceito, o que conduz à desumanização, a quem serve, são algumas das perguntas que devemos fazer.
O racismo (assim como o sexismo e outras formas de discriminação), para além de ser combatido tem de ser evitado e a única maneira de o fazer é educar para o antirracismo, em casa e na escola.

Marta Augusto

24 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 2 - Includ-ed (Incluir para recuperar)
Biografia
MARTA AUGUSTO é Professora Titular do 1.º Ciclo acumulando a dinamização da oferta complementar (Informática), a coordenação quer de visitas de estudo, de projetos de articulação interciclos, do Plano de Atividades da Escola, como de Escolas. Desde 2017, é coordenadora do Projeto INCLUD-ED (Pré-escolar, 1º, 2º e 3ºCiclos) no Agrupamento de Escolas da Boa Água. Em 2019/2020, fez o acompanhamento, como formadora da Equipa INCLUD-ED do AE de Palmela/Coordenação do Projeto INCLUD-ED no Erasmus+. A convite da DGE e do CREA, foi oradora de painel nos Encontros Internacionais de Comunidades de Aprendizagem/INCLUD-ED, divulgando os resultados e o impacto das práticas educativas no AE da Boa Água e foi oradora e dinamizadora de Encontros e Conferências nacionais, divulgando o impacto INCLUD-ED no A.E da Boa Água. É impulsionadora e participante na divulgação das práticas educativas inovadoras.

Sinopse da comunicação
Nesta palestra falaremos da partilha da transformação da escola enquanto palco da aprendizagem dialógica visando a coesão social e o sucesso académico.
Far-se-á a reflexão da implementação das Ações Educativas de Sucesso como instrumentos na criação de sentido, na fomentação de solidariedade e igualdade de diferenças e na valorização da dimensão instrumental de voluntários e de famílias na recuperação de aprendizagens e de coesão social de todos os alunos.

João Couvaneiro

24 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 2 - Chegará o instante em que me darás a mão - reflexões sobre currículo e inclusão
Biografia
JOÃO COUVANEIRO é professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do Instituto Universitário Egas Moniz. Foi Professor Coordenador e Diretor da Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada. Reconhecido como Apple Distinguished Educator, foi também finalista da edição mundial do Global Teacher Prize. Integrou a direção da Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional. Foi vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Almada.

Sinopse da comunicação
Longo vai já o caminho e o trabalho feito em torno dos processos de inclusão. Muitos têm sido os postulados, as declarações, os esforços, os contributos e até as realizações. O panorama é hoje muito melhor do que alguma vez foi, mas muitos são ainda ignorados, escondidos e colocados à margem das estruturas e processos de educação, aprendizagem, trabalho e socialização.
A diferenciação pedagógica, a flexibilidade curricular e a avaliação de qualidade, respondem melhor às necessidades de quem aprende, independentemente da sua condição. Nas suas múltiplas dimensões, o currículo pode contribuir para a concretização dos princípios e valores fundamentais da equidade. Só através desta se cumpre o objetivo da inclusão. O currículo, como realidade viva e dinâmica, deverá refletir as aspirações sociais, proporcionar a todos oportunidades de aprenderem e se desenvolverem de forma integral, de modo a que possam perseguir sonhos e construir um projeto de vida.

Filomena Pereira

24 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 3 - Educação Inclusiva
Biografia
FILOMENA PEREIRA é Mestre em Educação Especial pela Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa, Diretora da Direção de Serviços de Educação Especial e de Apoio Socioeducativo da Direção-Geral de Educação do Ministério da Educação. Com experiência docente nos ensinos básico e superior e de coordenação de cursos de formação contínua, tem participado em projetos de âmbito nacional e internacional no domínio das necessidades especiais e da educação inclusiva, área onde se insere a maior parte das publicações por si produzidas ou em coautoria. É representante do Ministério da Educação em diversos Grupos de Trabalho da União Europeia que estudam a temática das necessidades especiais e da educação inclusiva e é membro do Conselho de Representantes da European Agency for Special Needs and Inclusive Education, em representação da Direção-Geral da Educação.

Sinopse da comunicação
O workshop "Inclusão", a realizar no II Encontro Nacional AFC - 2022, Currículo: + Equidade + Qualidade das Aprendizagens, pretende refletir sobre as recomendações da OCDE, apresentadas no estudo: Revisão da Educação Inclusiva em Portugal, desenvolvido por solicitação do ME, no âmbito do Projeto: Strength through Diversity. O relatório analisa a promoção da educação inclusiva em Portugal com base nas políticas e práticas nas áreas de governação, recursos, capacitação, intervenções a nível escolar e monitorização e avaliação.
A reflexão incidirá sobre as recomendações nas 3 áreas prioritárias: (i) Fortalecer a governança e construir um sistema de financiamento coerente para a educação inclusiva; (ii) Desenvolver a capacidade de responder à diversidade, equidade e inclusão na educação; (iii) Promover respostas à diversidade dos alunos, a nível da escola.

Amapola Alama

25 de maio 09:30 - 10:00 | AUDITÓRIO 1 - Rethinking our futures together: UNESCO-IBE proposals for Education transformation through curriculum reform
Biografia
AMAPOLA ALAMA é Diretora da Unidade de Assistência Técnica aos Estados Membros da UNESCO, no Bureau Internacional de Educação da UNESCO, em questões relacionadas com o currículo. É responsável pelo apoio aos países no processo de melhoria da qualidade e relevância dos seus sistemas educativos e tem mais de 30 anos de experiência no apoio a Ministérios da Educação de reformas educativas de vários países.
Desempenhou anteriormente várias funções de Direção, nomeadamente como Diretora do Observatório de Educação da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, com sede em Espanha.
Tem vários diplomas de Mestrado, nomeadamente Mestrado em Educação Internacional pela Universidade de Sussex na Inglaterra, Mestrado em estudos de desenvolvimento pela Universidade Complutense de Madrid e MBA pelo Instituto de Empresa Business School em Espanha e é responsável por várias publicações no âmbito da educação e desenvolvimento internacional.

Sinopse da comunicação
O IBE (Bureau Internacional da Educação da Unesco) tem como missão melhorar a qualidade das aprendizagens dos alunos, promovendo e apoiando a excelência nos processos e produtos de desenvolvimento curricular. O IBE apoia e oferece suporte técnico e desenvolvimento de capacidades na área do currículo, numa perspetiva de alinhamento curricular com a formação de professores (inicial e em serviço), práticas pedagógicas, manuais escolares e materiais de aprendizagem e avaliação, sendo um passo importante para melhorar os resultados de aprendizagem dos alunos e alcançar uma educação de qualidade.
Nesta perspetiva, a UNESCO-IBE apresenta-nos hoje o seu entendimento de currículo, partindo de uma perspetiva sistémica para melhorar a qualidade e a relevância de uma educação que prepara os alunos para a vida.

José Vítor Pedroso

25 de maio 10:30 - 11:00 | AUDITÓRIO 1 - Apresentação do ebook: "25 anos de Programa TEIP em Portugal"
Biografia
JOSÉ VÍTOR PEDROSO é sociólogo. Atualmente é Diretor-Geral da Educação e Diretor na European Schoolnet. Durante o seu percurso profissional coordenou e participou em diversos projetos nacionais e europeus, nomeadamente na área da utilização educativa das tecnologias de informação e comunicação. Foi Diretor de Serviços de Projetos Educativos, na Direção-Geral da Educação. Coordenou a Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas (ERTE), participou no Plano Tecnológico da Educação, na Equipa Computadores, Redes e Internet nas Escolas (CRIE), na Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa (uARTE) e foi Diretor do Centro de Competência Nónio Século XXI da Malha Atlântica e do Centro de Formação de Professores da Associação de Escolas de Sintra.

Estela Costa

25 de maio 10:30 - 11:00 | AUDITÓRIO 1 - Apresentação do ebook: "25 anos de Programa TEIP em Portugal"
Biografia
ESTELA COSTA é doutora em Educação, na área de especialização de Administração e Política Educacional, pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (IE-ULisboa), onde é professora e subdiretora, coordenando o Mestrado em Administração Educacional, bem como a REDESCOLA, uma plataforma de partilha de práticas, de construção e divulgação de conhecimento, na qual está integrada a equipa de especialistas do IE-ULisboa de "Territórios Educativos das Escolas de Intervenção Prioritária" (TEIP).
Tem estado envolvida em vários projetos europeus, coordenando atualmente a equipa do IE-ULisboa dos projetos Erasmus +, 'Polycentric Inspection' e 'LOOP'. Exerce atividades de consultoria em Portugal e no estrangeiro como avaliadora externa e tem participado em atividades de aprendizagem entre pares do Grupo de Trabalho ET 2020 sobre Escolas (União Europeia). Atualmente, é a perita nacional portuguesa da Comissão Europeia de Peritos Independentes em Educação e Formação.

José Verdasca

25 de maio 11:30 - 12:30 | AUDITÓRIO 1 - PRA - Monitorização
Biografia
JOSÉ VERDASCA é licenciado em Economia, mestre em Administração e doutor em Ciências da Educação com tese na área da Organização e Administração Educacional. É professor associado da Universidade de Évora. Foi Pró-Reitor, Diretor Regional de Educação do Alentejo e Coordenador Nacional do Programa Mais Sucesso Escolar do Ministério da Educação. Coordenou diversos projetos de investigação e estudos de avaliação educacional e é autor de várias publicações, entre livros, capítulos de livros, prefácios e artigos. Atualmente, coordena o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar.

Sinopse da comunicação
As Escolas têm vindo a introduzir e a desenvolver, a diferentes tempos e modos, dispositivos de informação e monitorização das ações educativas, com o objetivo, ainda que nem sempre claramente explicitado, de procurar sustentar a produção de normas associadas a boas práticas e a novas formas de definição informada de política educativa que tendam a ser compatíveis com políticas públicas de autonomia escolar, de autoavaliação e avaliação externa.
Nestes cenários de "governação escolar por contrato", foram trilhando caminhos que inspiraram novas dinâmicas educativas fundadas em compromissos comuns, em culturas de cooperação e colaboração territorialmente comprometidas com objetivos e prioridades educacionais e em novas conceções na gestão de redes públicas colaborativas de educação. Tais conceções sugerem relações de interdependência entre escolas, estruturas da administração educativa, centros de formação e de ciência, autarquias e outros atores sociais com responsabilidade e impacto educativo na comunidade, dando espaço natural a modos de auto e multirregulação educativa como práxis de política pública e à produção e disseminação de conhecimento científico contextualizado.
Naturalizar a integração de práticas participativas e de escrutínio em método aberto dos critérios e opções de organização escolar e reduzir significativamente argumentários de atribuição causal de fatores externos no desempenho escolar, potencia a promoção de culturas sociopolíticas e organizacionais escolares que tenderão a inscrever nos modos de governação e produção educativa de cada escola a necessidade de olhar criticamente os efeitos das práticas curriculares e das ações pedagógicas incrementadas e em que da análise e avaliação dos seus efeitos nas aprendizagens e resultados escolares dos alunos decorrerá, em boa medida, o valor diferenciador da sua adequação, eficácia e afirmação.

Nuno Rodrigues

25 de maio 11:30 - 12:30 | AUDITÓRIO 2 - Saúde Mental e Bem-Estar em Ambiente Escolar (PRA)
Biografia
NUNO RODRIGUES é Pós-graduado em Sociologia do Emprego e licenciado em Sociologia pelo ISCTE. Diretor-Geral da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, desde agosto de 2020, onde desempenhou várias funções. Foi Diretor executivo do Observatório da Sociedade da Informação e do Conhecimento, coordenador da área de observação das empresas no Observatório das Ciências e das Tecnologias e na UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, I.P. e investigador no CIES/ISCTE. É vogal do Conselho Superior de Estatística, tendo sido Presidente do Grupo de Trabalho sobre Estatísticas da Educação e Formação. É representante nacional em diversos grupos da Comissão Europeia, do Eurostat, da OCDE e da OEI. Participou em diversos projetos internacionais. Assegurou a coordenação técnica de diversas publicações estatísticas e a coautoria de publicações, artigos e relatórios científicos sobre a educação e a sociedade da informação. Tem apresentado diversas comunicações sobre indicadores e metodologias de observação da SI e da educação em Portugal e no estrangeiro.

Sinopse da comunicação
A área do bem-estar, da saúde e do ambiente constituí uma dimensão chave no âmbito do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Com a pandemia, estas questões tornaram-se ainda mais prementes, constituindo um dos objetivos estratégicos fundamentais do Plano 21|23 Escola+ que visa a recuperação das aprendizagens, da promoção do sucesso escolar e sobretudo de combate às desigualdades. Indo ao encontro da necessidade estabelecida no Eixo 3 - Conhecer e avaliar, do próprio plano, é importante recolher e monitorizar indicadores de saúde psicológica e bem-estar das crianças e adolescentes nas escolas portuguesas, com vista ao desenho de propostas de intervenção diferenciadas, em função das necessidades identificadas, por grupos etários e por região geográfica.
Neste sentido, e num trabalho realizado numa parceria entre a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, a Direção-Geral da Educação, o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, a Equipa Aventura Social/ ISAMB, a Universidade de Lisboa, a Ordem dos Psicólogos Portugueses e a Fundação Calouste Gulbenkian foi realizado um estudo, com a coordenação científica da Professora Doutora Margarida Gaspar de Matos.
A presente sessão pretende assim apresentar a metodologia e alguns dos principais resultados desse estudo.

Cátia Branquinho

25 de maio 11:30 - 12:30 | AUDITÓRIO 2 - Saúde Mental e Bem-Estar em Ambiente Escolar (PRA)
Biografia
CÁTIA BRANQUINHO é Psicóloga Clínica e da Saúde, doutorada e pós-doutorada em Ciências da Educação, com a especialidade em Educação para a Saúde pela Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa. É investigadora da equipa Aventura Social, onde desempenha funções de investigadora e coordenadora executiva do projeto Learn To Fly e do estudo "Saúde Psicológica e Bem-estar das Crianças e Adolescentes nas Escolas Portuguesas". É investigadora do Centro de Investigação de Saúde Ambiental, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e membro da rede internacional Health Behaviour in School-aged Children/Organização Mundial de Saúde, com especial enfoque no youth engagement, comportamentos de consumo e dependência, tecnologias e violência interpessoal. Integra o conselho consultivo do youth engagement da OMS.

Sinopse da comunicação
A área do bem-estar, da saúde e do ambiente constituí uma dimensão chave no âmbito do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Com a pandemia, estas questões tornaram-se ainda mais prementes, constituindo um dos objetivos estratégicos fundamentais do Plano 21|23 Escola+ que visa a recuperação das aprendizagens, da promoção do sucesso escolar e sobretudo de combate às desigualdades. Indo ao encontro da necessidade estabelecida no Eixo 3 - Conhecer e avaliar, do próprio plano, é importante recolher e monitorizar indicadores de saúde psicológica e bem-estar das crianças e adolescentes nas escolas portuguesas, com vista ao desenho de propostas de intervenção diferenciadas, em função das necessidades identificadas, por grupos etários e por região geográfica.
Neste sentido, e num trabalho realizado numa parceria entre a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, a Direção-Geral da Educação, o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, a Equipa Aventura Social/ ISAMB, a Universidade de Lisboa, a Ordem dos Psicólogos Portugueses e a Fundação Calouste Gulbenkian foi realizado um estudo, com a coordenação científica da Professora Doutora Margarida Gaspar de Matos.
A presente sessão pretende assim apresentar a metodologia e alguns dos principais resultados desse estudo.

Paula Leal

25 de maio 11:30 - 12:30 | Sala 1 - Boas práticas Provas de Aferição
Biografia
Ana PAULA Vilela LEAL da Costa é docente do grupo de recrutamento 520, a desempenhar, transitoriamente, funções de diretora do Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena.

Sinopse da comunicação
O PAR (Projeto de Acompanhamento de Escolas na Análise e Utilização dos Relatórios de Avaliação Externa) - potencialidades dos Relatórios Individuais das Provas de Aferição (RIPA) e dos Relatórios de Escola das Provas de Aferição (REPA) na tomada de decisões pedagógicas e organizacionais. A capacitação profissional para a avaliação formativa.

Luís Santos

25 de maio 11:30 - 12:30 | Sala 1 - Boas práticas Provas de Aferição
Biografia
LUÍS Pereira dos SANTOS é Licenciado em Ensino da Física e Mestre em Didática das Ciências, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Foi professor de Física e Química, vogal do Conselho Diretivo e Vice-Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária da Cidade Universitária. Foi técnico da assessoria técnico-pedagógica do Júri Nacional de Exames, Chefe de Divisão de Formação de Professores e Diretor de Serviços de Recursos Multimédia na DGIDC. Foi Presidente do Júri Nacional de Exames de 2011 a fevereiro de 2019. Exerce atualmente o cargo de Presidente do Conselho Diretivo do IAVE.

Sinopse da comunicação
O PAR (Projeto de Acompanhamento de Escolas na Análise e Utilização dos Relatórios de Avaliação Externa) - potencialidades dos Relatórios Individuais das Provas de Aferição (RIPA) e dos Relatórios de Escola das Provas de Aferição (REPA) na tomada de decisões pedagógicas e organizacionais. A capacitação profissional para a avaliação formativa.

Carolina Requicha

25 de maio 11:30 - 12:30 | Sala 1 - PRA - O que mudou?
Biografia
CAROLINA Simões REQUICHA, faz hoje 15 anos e nasceu em Lisboa. Frequentou a Escola Mundo da Criança, do Pré-Escolar ao 2ºciclo, após o que ingressou na Escola Secundária Henriques Nogueira. É a mais velha de 3 irmãos, filha de pais divorciados e mora em Lisboa com a mãe e em Torres Vedras com o pai, num regime de guarda partilhada.
Tem experienciado diversas atividades que vão do curso de mergulho Open Water, ao karaté, passando pela natação de competição. Participa, frequentemente, em concursos proporcionados pelas várias entidades educativas, como o concurso do Plano Nacional de Leitura, o Canguru Matemático, as Olimpíadas da Matemática... entre outros.
Gosta particularmente de ler e sonha ter um dia a sua própria biblioteca. Contudo, apesar da sua fascinação pela escrita e pelo teatro, é uma apaixonada pelas ciências, especialmente por físico-química.
Ainda não fez uma opção profissional, tendo já passado de cirurgiã a professora e de cantora a engenheira, por isso, acredita que ao experimentar um pouco de tudo e diversificar os seus interesses será uma pessoa mais rica e culta sendo esse, precisamente, um dos seus grandes objetivos.

António Campos

25 de maio 11:30 - 12:30 | Sala 2 - Capacitação no Digital
Biografia
ANTÓNIO CAMPOS é Professor do Quadro de Agrupamento do gr. 110 do Ensino Básico. Foi Diretor do CFAE de Lousada, que passou a designar-se, a partir de 2008, por CFAE Sousa Nascente. Tem formação em Estudos Superiores Especializados em Direção Pedagógica e Administração Escolar; o Curso de Valorização Técnica para a Administração Escolar; Pós-Graduações em Sociologia da Educação e Políticas Educativas e em Liderança e Gestão da Formação em Contextos Educacionais. Foi Representante/Coordenador da Rede de CFAE do Vale do Sousa e Baixo Tâmega e da Rede Collaborare de CFAE.

Sinopse da comunicação
No CFAE Sousa Nascente assumimos como missão o lema da Resolução do Conselho de Ministros n.º 30/2020 "Plano de Ação para a Transição Digital", que tem como um dos seus pilares "não deixar ninguém para trás". Acreditamos na capacitação digital e no trabalho que desenvolvemos com as nossas escolas no âmbito da transição digital. Tentaremos, através do enquadramento do CFAE SN (na sua geografia física e humana) destacar traços da sua identidade e dos seus modos de operar, que lhe permitem, num trabalho de colaboração constante com as suas escolas e equipa PTD, tudo fazer para atingir os objetivos a que se propôs em candidatura e os compromissos assumidos com as orientações da tutela, privilegiando o potencial do seu histórico de trabalho em rede. Apresentaremos, através de um sucinto friso cronológico, aqueles que têm sido os principais aspetos da nossa ação estratégica, crentes de que estamos a contribuir, através da capacitação digital dos nossos docentes, para mais sucesso escolar e bem-estar dos nossos alunos. Sabemos que através da formação não podemos fazer tudo, mas podemos fazer alguma coisa, coisa, essa, com a qual acreditamos poder marcar a diferença.

Anabela Leal

25 de maio 11:30 - 12:30 | Sala 2 - PADDE
Biografia
ANABELA LEAL é Licenciada em Ensino de Português-Francês e com Especialização em Administração e Gestão Escolar. É docente no ensino público há 28 anos e tem um percurso profissional inteiramente ligado à docência e à gestão escolar. Nos últimos 20 anos, assumiu diversos cargos de coordenação e gestão escolar e é, desde 2017, diretora da Escola Secundária de Felgueiras. Ao longo dos anos acumulou experiência na liderança de equipas e projetos através das múltiplas e diversificadas interações decorrentes do exercício profissional em contexto escolar com outros docentes, alunos, famílias e parceiros externos.

Sinopse da comunicação
Na sua intervenção, Anabela Leal fará uma reflexão sobre a conceção e desenvolvimento do PADDE no contexto específico da Escola Secundária de Felgueiras.
Abordará esta temática em torno de três questões: qual a importância e o papel das equipas responsáveis pela sua conceção e implementação? Que princípios orientadores nortearam a sua construção e norteiam o desenvolvimento de ações concretas? Que oportunidades e constrangimentos foram já vivenciados?

Equipa PNPSE

25 de maio 11:30 - 12:30 | Sala 3 - Autorregulação ao serviço de uma escola para todos
Biografia
PNPSE - A Estrutura de Missão do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar inscreve a sua ação no "Plano 21|23 Escola+" designadamente, entre outras, no acompanhamento e monitorização dos Planos de Desenvolvimento Pessoal Social e Comunitário. Criada em 2016, a Estrutura de Missão acompanha e monitoriza a ação estratégica das escolas, induzindo o reforço de medidas, sobretudo de carácter preventivo, mas também de remediação do insucesso escolar, avalia condicionantes, analisa fatores preditores da qualidade das aprendizagens e produz conhecimento científico sobre estas temáticas divulgado através de diversas publicações que compõem a coleção estudos PNPSE (https://pnpse.min-educ.pt/estudos). O conhecimento, em tempo útil, dos processos e resultados da ação educativa é um dos focos de reflexão partilhada com as escolas no aprofundamento de sistemas internos de monitorização e autorregulação da sua ação estratégica.

Sinopse da comunicação
Como é que cada escola, por forma a melhorar a qualidade do serviço público de educação que presta, pode aprofundar processos de autoavaliação/ autorregulação permanente, de modo a recolher informação sobre múltiplas dimensões da ação educativa que possam, não apenas prevenir situações de risco, mas também melhorar a sua eficácia beneficiando todas as crianças e alunos?
A proposta de reflexão e debate centra-se sobre medidas, indicadores e instrumentos de recolha de evidências que possam promover ações estratégicas inovadoras na sua escola. O trabalho proposto tem por referência, entre outros documentos, o Quadro de Referência do 3.º ciclo de Avaliação Externa das Escolas da IGEC.

Adelaide Franco

25 de maio 14:30 - 15:30 | AUDITÓRIO 1 - Falando de competências à luz do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória
Biografia
ADELAIDE FRANCO é licenciada em Psicologia e pós-graduada em Políticas e Gestão de Recursos Humanos. Ao longo da sua vida profissional desempenhou funções de gestão e direção, no País e no estrangeiro, em empresas públicas e privadas, na Administração Pública e multinacionais, liderando equipas multidisciplinares em áreas de negócio diversificadas e projetos com impacto local, nacional e internacional. É, desde 3 maio de 2022, Presidente do IEFP.

Sinopse da comunicação
Num contexto de desconhecimento e imprevisibilidade sobre as profissões do futuro e do contexto futuro do mundo do trabalho, quais os desafios da educação e formação no desenvolvimento de competências dos jovens e dos adultos?

Eduardo Antunes

25 de maio 14:30 - 15:30 | AUDITÓRIO 1 - Falando de competências à luz do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória
Biografia
EDUARDO ANTUNES, Diretor Executivo da Microsoft Portugal, é o responsável pelo Setor Público, que abrange a área da Educação. Com uma experiência superior a 20 anos na esfera das Tecnologias de Informação, iniciou a sua carreira na Força Aérea Portuguesa, no setor dos Sistemas de Informação. Passou pela consultora Accenture onde, ao longo de mais de 12 anos, desempenhou funções de Consultoria e Direção. Posteriormente, assumiu, na Glintt, a Direção da unidade de Consultoria em Saúde e TI. Juntou-se à Microsoft, há quatro anos.

Sinopse da comunicação
No contexto atual de redefinição de princípios orientadores e metodologias, importa refletir sobre o perigo de nova normalização na educação, desta vez sob o pretexto da personalização. A equidade é o valor primordial para a personalização.
Tendo como objetivo a igualdade de oportunidades, conhecer o aluno desde o 1.º ciclo e adaptar as aprendizagens e o currículo às suas aptidões, mas simultaneamente, às competências a desenvolver, é, a nosso ver, o principal desafio da educação dos dias de hoje. É neste contexto que a tecnologia assume um papel fundamental na formulação da equação: um, para muitos indivíduos; do professor, para o aluno, naquilo que cada aluno tem de único e de potencial.
Vamos abordar de forma sucinta como pode a tecnologia ajudar a resolver este desafio, garantindo assim que, cada vez mais, os alunos irão ter um emprego que os realiza, e que, simultaneamente, dá resposta às necessidades do mercado de trabalho.

Mário Vaz

25 de maio 14:30 - 15:30 | AUDITÓRIO 1 - Falando de competências à luz do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória
Biografia
MÁRIO VAZ é Administrador-Delegado da Vodafone Portugal desde Setembro de 2012. Está na Vodafone desde o início do serviço ao público em 1992, onde foi sucessivamente Gestor de Grandes Contas, Supervisor de Suporte a Vendas, Diretor de Marketing Operacional, Diretor da Unidade de Negócios Empresas e Diretor da Unidade de Negócios Particulares. Tornou-se Administrador responsável pela Unidade de Negócios Particulares em Setembro de 2009. Anteriormente desempenhou funções na área de vendas em empresas como Abreu Júnior, Bull-Zenith Data Systems, SGO, Elbe Portuguesa e Seleco. É Licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa.

Sinopse da comunicação
As tecnologias digitais hoje são uma grande alavanca para nos mantermos competitivos, aumentar o nosso potencial de inovação e continuarmos a ser uma sociedade inclusiva. Atualmente, as empresas mais bem-sucedidas são aquelas que usam a tecnologia digital não apenas para aumentar a produtividade e melhorar os processos internos, mas como forma de se reinventar. Para termos sucesso na era de transformação digital que estamos a viver, é condição necessária termos pessoas com competências adequadas para criar, desenvolver e utilizar a tecnologia. Isto significa termos de adquirir de forma continua, ao longo da vida, os conhecimentos necessários para usar as tecnologias digitais, de forma confiante e segura, como meio para alcançarmos os nossos objetivos no contexto profissional, pessoal e para ultrapassarmos os desafios da sociedade.

Ludwig Krippahl

25 de maio 14:30 - 15:30 | AUDITÓRIO 2 - Desenvolver o pensamento crítico em linha com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória
Biografia
LUDWIG KRIPPAHL é doutorado em bioquímica e tem trabalhado na aplicação de técnicas de inteligência artificial a problemas de bioinformática. Tem cerca de vinte anos de experiência no ensino superior e lecionou durante seis anos a unidade curricular de Pensamento Crítico.

Sinopse da comunicação
O termo "crítico" provém do grego kritikós e remete para a capacidade de julgar, discernir, escolher. Partindo desta origem etimológica e passando pelas competências descritas no Perfil dos Alunos, a apresentação focar-se-á na concretude pedagógica, procurando encorajar o abandono de práticas inibidoras do pensamento crítico e a adoção de práticas que o propiciem.
No contexto de aprendizagem em que o pensamento crítico é prioritário, aprende-se para algo e não porque tem de ser. O conhecimento é interiorizado mais pela descoberta e debate do que pela mera memorização. As atividades proporcionam hipóteses de escolha e personalização. A sala de aula torna-se mais parecida com uma assembleia, onde todos podem comunicar com todos, do que com uma fábrica, onde o professor-capataz é o único que a todos vê. A interação entre o estudante e os materiais deixa de ser solitária, passando a ser mediada pela colaboração em grupo, que aprende cooperativamente. O certo e o errado ascendem como evidência racional e não como ditame. E o professor é mais um orientador que convida à partilha organizada, do que um instrutor que pede obediência. É, pois, no concretizar destas prementes mudanças que a intervenção incidirá.

David Erlich

25 de maio 14:30 - 15:30 | AUDITÓRIO 2 - Desenvolver o pensamento crítico em linha com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória
Biografia
DAVID ERLICH é licenciado em Ciência Política com minor em Filosofia, Mestre em Filosofia e Mestre em Ensino de Filosofia, cuja classificação final o incluiu no Quadro de Mérito da NOVA FCSH, em que cursa atualmente o Doutoramento em Filosofia, na variante de História da Filosofia. É o mais jovem professor de Filosofia do país, em contratação inicial pelo Ministério da Educação. Trabalha na Escola Secundária Dom Manuel Martins e no Colégio Integrado Monte Maior. Participou, em 2019, na conferência Wonder, Education and Human Flourishing, organizada pela Universidade Livre de Amesterdão, tendo o seu artigo sido selecionado para publicação académica. Recentemente, foi convidado a dialogar sobre Filosofia e Educação nos programas Maus Exemplos (Rádio Radar), Bloco de Notas (Antena 1), Photomaton (RTP 1), A Minha Geração (RTP 3) e Sociedade Civil (RTP 2). Mantém o canal de YouTube "A Tua Filosofia".

Sinopse da comunicação
O termo "crítico" provém do grego kritikós e remete para a capacidade de julgar, discernir, escolher. Partindo desta origem etimológica e passando pelas competências descritas no Perfil dos Alunos, a apresentação focar-se-á na concretude pedagógica, procurando encorajar o abandono de práticas inibidoras do pensamento crítico e a adoção de práticas que o propiciem.
No contexto de aprendizagem em que o pensamento crítico é prioritário, aprende-se para algo e não porque tem de ser. O conhecimento é interiorizado mais pela descoberta e debate do que pela mera memorização. As atividades proporcionam hipóteses de escolha e personalização. A sala de aula torna-se mais parecida com uma assembleia, onde todos podem comunicar com todos, do que com uma fábrica, onde o professor-capataz é o único que a todos vê. A interação entre o estudante e os materiais deixa de ser solitária, passando a ser mediada pela colaboração em grupo, que aprende cooperativamente. O certo e o errado ascendem como evidência racional e não como ditame. E o professor é mais um orientador que convida à partilha organizada, do que um instrutor que pede obediência. É, pois, no concretizar destas prementes mudanças que a intervenção incidirá.

Mário Rocha

25 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 1 - Trabalhar para o desenvolvimento de Competências
Biografia
MÁRIO ROCHA é Licenciado em Geologia (Ensino de) pela Universidade de Coimbra, é Mestre em ensino da Geologia e Biologia pela Universidade de Aveiro e tem o Curso de Formação Especializada em Administração Escolar pela Universidade de Coimbra em 2009. Exerceu as funções de Vice-Presidente do Conselho Executivo entre 2001 e 2007 e desempenha, desde 2007, os cargos de Presidente/Diretor, Presidente do Conselho Pedagógico e Presidente do Conselho Administrativo. Desde 2008 é membro do CCA Municipal. É coautor de várias publicações no domínio da monitorização e avaliação e flexibilidade curricular em revista de divulgação científica e editoras. Tem mantido participação como orador em várias palestras nacionais e internacionais no domínio da autonomia e flexibilidade curricular.

Sinopse da comunicação
"Trabalhar para o desenvolvimento de competências" não é desfragmentar o currículo; criar disciplinas em avulso para trabalhar competências; digitalização "crua" do ensino; homogeneizar ou uniformizar a aprendizagem.
"Trabalhar para o desenvolvimento de competências" é a humanização de escola, numa aprendizagem conjunta e não fragmentada; uma hábil autonomia e respeito pelo outro, pelo meio e pela diversidade; agregar o currículo, "interdisciplinarizando" e "transdisciplinarizado"; conhecer a multiplicidade de tensões que condicionam a vida humana e o mundo atual.
Nesta linha, esta intervenção tentará abordar o caráter holístico da visão de Escola, onde a aprendizagem se faz com o outro e não para o outro, numa constante interação participada. Uma Escola que convive (ou deve conviver) com a liberalização da informação, descentralizada, que se renova, mas que se interroga. Uma Escola que erra, mas que se reconstrói, na busca da sua própria reaprendizagem. Onde as lideranças são transformadoras, porque partilhadas. Onde impera a cooperação, a dedicação, mas também o reconhecimento. Uma Escola que confia e gera confiança em cada um. Porque é autêntica, apresenta caminhos lógicos, numa racionalidade criativa, permitindo o crescimento de cada um, numa empatia solidária.
Enfim, é uma Escola que trabalha para o desenvolvimento das competências inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, sendo:
Persistente
Autónoma
Solidária
Empreendedora
Obstinada

Cláudia Minderico

25 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 2 - Atividade física e promoção de estilos de vida saudável
Biografia
CLÁUDIA Sofia MINDERICO é licenciada em Educação Física e Desporto, mas também em Ciências da Nutrição e Mestre em Nutrição Clínica e Doutorada em Condição Física, na especialidade de Saúde e Exercício pela FMH-Universidade de Lisboa. Foi responsável pelo programa PESSOA , que foi desenvolvido no Concelho de Oeiras e tinha como objetivo a promoção de estilos de vida saudável. Presentemente, é responsável pela disciplina de Educação Física, na Direção de Serviços do Desenvolvimento Curricular da Direção-Geral da Educação.

Sinopse da comunicação
Nesta palestra, vamos falar da necessidade de transformar a ATIVIDADE FÍSICA E DESPORTIVA num hábito que contribui para os estilos de vida saudável, sem o tornar uma obrigatoriedade monótona, desinteressante, quer na escola, quer ao longo da vida. Como desenvolver nas crianças e jovens a ideia/conhecimento de que a Atividade Física promove a agilidade, a flexibilidade, uma boa postura, a consciência de que o corpo não se esconde. Desenvolver a autoconfiança e promover uma boa composição corporal, a superação e o gosto pela vida saudável.
A contribuição da literacia da Atividade Física na promoção e desenvolvimento das competências do Perfil dos Alunos reside no Bem-Estar, Saúde e Ambiente; na Consciência e Domínio do Corpo e no Desenvolvimento Pessoal e Autonomia.

Eusébio André Machado

25 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 2 - Avaliação por competências
Biografia
EUSÉBIO ANDRÉ MACHADO é Doutor em Educação pela Universidade do Minho e realizou um Diploma Europeu de Estudos Superiores na Université Pierre Mendès-France. É Professor Auxiliar Convidado da Universidade Portucalense, onde coordenou o Doutoramento em Educação e o Mestrado em Administração e Gestão da Educação. Colabora como investigador no Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho. Foi formador do Programa Pestalozzi do Conselho da Europa. É membro do Conselho de Administração da ADMEE- Europa como representante de Portugal. É o coordenador nacional do Projeto MAIA. É autor e coautor de vários livros e artigos científicos na área da educação, em particular no âmbito da avaliação, formação de professores, supervisão e políticas educativas.

Sinopse da comunicação
As práticas de avaliação de competências inscrevem-se no âmbito mais geral de uma profunda renovação que se encontra em curso na esfera da educação. Por isso, os processos de avaliação devem ter em conta novos propósitos, como antecipar dificuldades de aprendizagem, assegurando o apoio aos alunos para serem capazes de mobilizar as competências em situações diversas.
O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória confere centralidade às competências enquanto "combinações complexas de conhecimentos, capacidades e atitudes", o que acarreta vários desafios entre os quais a avaliação das/para aprendizagens. Nesta intervenção, procurar-se-á mostrar, num primeiro momento, quais são as transformações que as competências implicam no âmbito das práticas de avaliação. Num segundo momento, apresentar-se-á um exemplo que ilustre, em concreto, como é possível criar situações-problema que permitam aos alunos demonstrar as suas competências.

Paulo Pires do Vale

25 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 2 - Educação e arte - A escola como estímulo da criatividade dos alunos
Biografia
PAULO PIRES DO VALE é filósofo, ensaísta e curador. Foi Presidente da Associação Internacional de Críticos de Arte - Portugal. É, desde 2019, Comissário do Plano Nacional das Artes, uma iniciativa dos Ministérios da Cultura e da Educação.

Sinopse da comunicação
Precisaremos, hoje, de indisciplinar a escola? O que significa indestinar a vida e dilatar o mundo dos membros da comunidade educativa? Como é que a escola promove, ou não, a saúde da democracia? E como se relaciona tudo isto com as diferentes linguagens artísticas, os patrimónios e as manifestações culturais? Quem pode ser agente cultural na escola? O que significa ser criativamente/imaginativamente desenvolvido? Confiamos no papel dos artistas e das instituições culturais como colaboradores essenciais para cumprir a missão da escola? Como assumir as instituições culturais como território educativo e as escolas como polos culturais? E isto não é mais uma carga de trabalho para as escolas?
Procurarei esboçar respostas a estas inquietações com uma brevíssima apresentação da estratégia e do manifesto do Plano Nacional das Artes (www.pna.gov.pt).

Ângela Marçal

25 de maio 14:30 - 15:30 | Sala 3 - Comunicação em educação
Biografia
ÂNGELA MARÇAL estudou Gestão e Marketing. É com as pessoas que gosta de estar e onde se sente mais realizada. Gosta é de saber que o seu contributo ajuda no desenvolvimento das pessoas. Foi diretora comercial, diretora de recursos humanos, consultora, liderou equipas e teve experiência enquanto partner de empresas de consultoria de recursos humanos, em Portugal, Angola e no Brasil. Na EEC (Escola Europeia de Coaching) foi responsável pelo desenvolvimento de negócio e aqui encontrou uma nova forma de conversar através do coaching. É professora convidada do ISEG. Dedica-se à facilitação de contextos de aprendizagem na Way Beyond de que é uma das sócias-gerentes. Na Way Beyond é responsável pela Cultura & Negócio.

Sinopse da comunicação
A comunicação para ser clara, eficaz e para servir mais para nos entendermos, necessita de ter em conta aspetos que ultrapassam a técnica. Nesta sessão ir-se-á para lá da técnica, procurando tornar conscientes os aspetos inconscientes que determinam a qualidade das nossas conversas e do impacto que têm nos outros e no contexto. Os fundamentos de uma boa comunicação: a escuta; perguntas e feedback.

Mário Augusto

25 de maio 16:00 - 17:00 | AUDITÓRIO 1 - Histórias que contam uma história
Biografia
MÁRIO AUGUSTO da Rocha Pereira nasceu em São Félix da Marinha, Espinho. É jornalista de televisão, autor e apresentador de vários programas de divulgação de cinema. É o jornalista português que mais estrelas de cinema entrevistou para televisão - mais de duas mil, ao longo dos últimos 30 anos.
Recebeu o prémio de reportagem da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) pelo documentário "Mandem Saudades", sobre a presença portuguesa no Havai. Na SIC integrou a equipa que produziu e realizou uma série de documentários sobre o século XX português e coordenou e apresentou diversos programas dedicados aos Óscares de Hollywood.
Realizou documentários premiados e publicou vários livros de cinema e biografias de atores e realizadores. Coordena e apresenta o mais antigo magazine de cinema da televisão portuguesa, o "Janela Indiscreta", programa distinguido pela Sociedade Portuguesa de Autores como o melhor programa de entretenimento cultural da televisão portuguesa. Criou a "Academia RTP", como laboratório de novos talentos e formação para o audiovisual. Trabalhou na rádio e é colaborador habitual de diversos jornais e revistas, onde publica regularmente os seus textos e crónicas. É casado e pai de três filhos. Vive onde sempre viveu, em Espinho, uma paisagem à beira-mar que não troca por nada.

Sinopse da comunicação
Como é tratada a educação no cinema? Como pode um filme ser uma ferramenta de análise e discussão para despertar o sentido critico, curiosidade e talento na escola?

Maria Emília Brederode

25 de maio 16:00 - 17:00 | AUDITÓRIO 1 - Histórias que contam uma história
Biografia
MARIA EMÍLIA BREDERODE SANTOS é Presidente do Conselho Nacional de Educação desde 2017. Foi presidente do Instituto de Inovação Educacional do Ministério da Educação e representante do Ministério da Educação, na Comissão Nacional para a Educação, em matéria de Direitos Humanos; diretora pedagógica do programa televisivo e da revista "Rua Sésamo" e autora do livro "Aprender com a TV". Foi presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Artística e de Educação pela Arte, da Comissão de Avaliação da Escola Superior de Educação pela Arte e do Grupo Interministerial para o Ensino Artístico.
É autora de livros na área da formação de professores e coautora de vários materiais de Educação para os Direitos Humanos.
Recebeu o prémio Rui Grácio, da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação e o prémio da Boston University General Alummi Association. Foi agraciada com a Ordem da Instrução Pública, pelo Presidente da República Jorge Sampaio.

Sinopse da comunicação
Como é tratada a educação no cinema? Como pode um filme ser uma ferramenta de análise e discussão para despertar o sentido critico, curiosidade e talento na escola?

Joana Rato

25 de maio 16:00 - 17:00 | AUDITÓRIO 2 - O que nos dizem as neurociências sobre a aprendizagem e os desafios futuros da educação
Biografia
JOANA RATO é Professora Auxiliar na Universidade Católica Portuguesa e investigadora integrada do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, no qual dinamiza o grupo de trabalho "Mente, Cérebro e Educação". É psicóloga da educação, doutorada em Ciências da Saúde e escreveu, em coautoria, os livros "Quando o cérebro do seu filho vai à escola" e ""Neuromitos"". Para além da investigação de domínio transdisciplinar, também se tem dedicado ao trabalho de disseminação do conhecimento neurocientífico em contextos escolares.

Sinopse da comunicação
As Neurociências têm, na última década, feito avanços significativos no desvendar dos processos biológicos que regem as aprendizagens de quem tem de interpretar e agir perante o que o ambiente lhes apresenta.
Neste painel, a primeira comunicação abordará como as neurociências cognitivas (mas não só) têm produzido conhecimento que merece ser atendido pelos profissionais de educação desconstruindo alguns dos mitos que invadem as escolas. Destacar-se-á também como a parceria ciência-educação é cada vez mais urgente e como a lente da transdisciplinaridade pode ajudar a encontrar estratégias que resultem positivamente em todos os alunos mediante a sua diversidade. Na segunda comunicação, far-se-á uma breve introdução aos conceitos de "viés de confirmação" e "dissonância cognitiva", discutindo como estas podem surgir no cérebro. O papel da aprendizagem por reforço e os avanços tecnológicos mostram vantagens claras, mas colocam novos desafios. Um dos problemas mais prementes da Escola atual tem sido como controlar o uso indevido das novas tecnologias para evitar a já identificada "resistência à cultura escolar". Será apresentado um exemplo de sucesso e outro de insucesso no uso de novas tecnologias em contexto escolar.

André Mendonça

25 de maio 16:00 - 17:00 | AUDITÓRIO 2 - O que nos dizem as neurociências sobre a aprendizagem e os desafios futuros da educação
Biografia
ANDRÉ MENDONÇA é neurocientista e, enquanto Investigador, Comunicador e Educador de Ciência tem acumulado diferentes interesses e experiências nas áreas da Filosofia, Educação, Neurociência, Inteligência Artificial e Ética. Foi um dos cérebros envolvidos no desenvolvimento da exposição "Cérebro: mais vasto que o céu", que teve lugar na Fundação Gulbenkian em 2018. Em 2019, tornou-se gestor do projeto "Laboratório de Metacognição: Aprender a Aprender (LaMAA)", na Fundação Champalimaud, onde tenta aplicar um conjunto de ferramentas, que desenvolveu no seu doutoramento, ao contexto da Escola, procurando promover a confiança do aluno enquanto aprende, de modo a criar um processo de aprendizagem mais individualizado, mas integrado em comunidade.

Sinopse da comunicação
As Neurociências têm, na última década, feito avanços significativos no desvendar dos processos biológicos que regem as aprendizagens de quem tem de interpretar e agir perante o que o ambiente lhes apresenta.
Neste painel, a primeira comunicação abordará como as neurociências cognitivas (mas não só) têm produzido conhecimento que merece ser atendido pelos profissionais de educação desconstruindo alguns dos mitos que invadem as escolas. Destacar-se-á também como a parceria ciência-educação é cada vez mais urgente e como a lente da transdisciplinaridade pode ajudar a encontrar estratégias que resultem positivamente em todos os alunos mediante a sua diversidade. Na segunda comunicação, far-se-á uma breve introdução aos conceitos de "viés de confirmação" e "dissonância cognitiva", discutindo como estas podem surgir no cérebro. O papel da aprendizagem por reforço e os avanços tecnológicos mostram vantagens claras, mas colocam novos desafios. Um dos problemas mais prementes da Escola atual tem sido como controlar o uso indevido das novas tecnologias para evitar a já identificada "resistência à cultura escolar". Será apresentado um exemplo de sucesso e outro de insucesso no uso de novas tecnologias em contexto escolar.

Ana Cohen

25 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 1 - STEAM
Biografia
ANA CLÁUDIA COHEN é Diretora do AE de Alcanena, galardoado com o selo Proficient STEM School Label. É Mestre em Ciências da Educação, Pós-graduada em Administração Escolar, Vice-Presidente do Conselho das Escolas. Foi coautora do Guia de Autonomia e Flexibilidade Curricular. Tem participado em colóquios nacionais e internacionais, destacando-se os IWG OECD Education 2030, em Paris, Vancouver e Coreia do Sul.

Sinopse da comunicação
A preparação dos alunos para um futuro complexo e imprevisível, no qual imperam desafios num contexto multifacetado, aliado à necessidade de dar resposta ao Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, é uma preocupação assumida, na medida em que mais do que absorver conhecimentos, a todos os alunos devem ser facultadas as ferramentas necessárias para a resolução de problemas, para o desenvolvimento de projetos, estimulados pelo pensamento crítico, pelo diálogo interdisciplinar, dentro e fora das quatro paredes da sala de aula, inaugurando-se uma outra gramática escolar diferente da tradicional. É neste contexto, que se assume como relevante a implementação de um plano vertical das STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts and Mathmatics), ancorado no envolvimento de parceiros estratégicos, que potenciam a via investigativa e artística, elevando as expectativas dos alunos, enquanto potenciais transformadores da realidade.

Paulo Almeida

25 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 1 - Gestão do currículo potenciadora da recuperação de aprendizagens
Biografia
PAULO ALMEIDA é licenciado em matemática pela Universidade de Coimbra, pós-graduado em Ensino da Matemática, mestre em Matemática pela Universidade de Aveiro e especializou-se em Administração Escolar na Universidade de Coimbra. É diretor do Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva em Rio Maior, desde 2012, onde exerceu vários cargos. Foi professor acompanhante do Plano de Ação para a Matemática (PAM) e, durante 10 anos, foi supervisor de exames pelo IAVE, tendo participado nos projetos EQUAMAT e PmatE da Universidade de Aveiro. Formador na área da Didática da Matemática, da Administração Escolar, das Tecnologias Educativas, entre outros. É coautor de vários manuais escolares de matemática de diferentes anos de escolaridade e de vários artigos sobre educação. Foi professor do #EstudoEmCasa durante os últimos dois anos letivos, colaborando ainda com o projeto.

Sinopse da comunicação
No âmbito do Plano Escola 21|23, as escolas são convidadas a definir medidas de gestão do currículo potenciadoras da recuperação de aprendizagens. A definição destas medidas deve partir de uma diagnose cuidada e promover o desenvolvimento das diferentes áreas de competência, mobilizando conhecimentos considerados chave para cada conjunto de alunos.
O trabalho de projeto assume, nesta vertente, uma dimensão estrutural e determinante.

Cláudia Torres

25 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 2 - #EstudoEmCasa Apoia
Biografia
CLÁUDIA Maria Canha Nunes Johnen TORRES é Licenciada em Ensino de Matemática, mestre em Educação na área de especialização em Didática da Matemática, doutora em Educação na área de especialização em Didática da Matemática e especializada em Administração Escolar. Docente convidada do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Fez parte de equipas de projetos nacionais e internacionais, tais como, CriArte, Ecossistemas de Aprendizagem e Bem Estar, Professional Development of Teachers Researchers, Práticas Profissionais de Professores de Matemática, The Lexicon project da Universidade de Melbourne, LPS - Learning from students perspective da Universidade de Melbourne e New approaches in inspectıon: a polycentric approach. Participa regularmente em encontros profissionais nacionais e internacionais, com publicações em livros e revistas nacionais e internacionais. É professora de Matemática do quadro do Agrupamento de Escolas de Fernando Pessoa e coordenadora da Equipa do Projeto #EstudoEmCasa desde 1 de setembro de 2019.

Sinopse da comunicação
O Projeto #EstudoEmCasa@ do Plano de Recuperação das Aprendizagens tem como missão criar e desenvolver uma plataforma de livre acesso onde são disponibilizadas ferramentas de apoio para alunos, docentes, encarregados de educação e restante comunidade educativa. Na plataforma podem ser encontradas diversas atividades destinadas aos ensinos básico e secundário, dos cursos científico-humanísticos e, também, dos cursos profissionais. Nesta palestra, destacamos a parceria com a plataforma RTP Ensina e o seu papel na disponibilização de conteúdos de interesse público, na área da educação.

João Barreiros

25 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 2 - #EstudoEmCasa Apoia
Biografia
JOÃO BARREIROS é jornalista. Foi repórter, editor e diretor de informação da Antena 1 e também responsável pela área de Conteúdos Multimédia da RTP.
É, atualmente, coordenador do projeto RTP Ensina, acumulando estas funções com a direção da RDP Internacional e a apresentação do programa radiofónico de debate político Contraditório.

Sinopse da comunicação
O Projeto #EstudoEmCasa@ do Plano de Recuperação das Aprendizagens tem como missão criar e desenvolver uma plataforma de livre acesso onde são disponibilizadas ferramentas de apoio para alunos, docentes, encarregados de educação e restante comunidade educativa. Na plataforma podem ser encontradas diversas atividades destinadas aos ensinos básico e secundário, dos cursos científico-humanísticos e, também, dos cursos profissionais. Nesta palestra, destacamos a parceria com a plataforma RTP Ensina e o seu papel na disponibilização de conteúdos de interesse público, na área da educação.

André Martins

25 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 2 - Que competências?
Biografia
ANDRÉ MARTINS nasceu em 2002, em Lisboa. Sempre apaixonado pelos estudos, passou por três escolas ao longo do seu percurso escolar, nomeadamente a Escola Secundária Rainha D. Amélia, da qual foi Presidente da Associação de Estudantes, no ano letivo 2019/2020. Atualmente está no 2.º ano de Medicina, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, onde desempenha também a função de Monitor Convidado, nas cadeiras de Anatomia e de Fundamentos de Neurociências. Espera vir a exercer não só uma carreira médica, como também uma carreira académica.

Sinopse da comunicação
Depois de décadas de um ensino voltado para a memorização de informação, a Escola vê-se obrigada a sofrer profundas alterações, numa sociedade em rápida metamorfose. Muitas mudanças têm vindo a ser postas em prática nos últimos anos, não só pela aplicação de novos currículos, como também pela formação de professores com vista à aplicação de novas práticas pedagógicas promotoras de competências fundamentais, que todos os alunos deverão possuir.
Numa breve apresentação, um estudante de Medicina evoca os seus tempos na Escola, refletindo sobre a importância que esta teve no seu desenvolvimento, e como as mudanças pedagógicas dos últimos anos o afetaram a si e aos seus colegas, procurando partilhar exemplos práticos, do passado e do presente, para evidenciar pontos fortes, aspetos a melhorar e problemas por solucionar, que se aplicam a todos os alunos. Quais são, então, as competências do aluno à saída da escolaridade obrigatória?

João Piedade

25 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 3 - Pensamento Computacional
Biografia
JOÃO PIEDADE é Professor Auxiliar do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e membro da sua Unidade de Investigação em Educação e Formação. É Doutorado em Educação na especialidade de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, coordena os cursos de Mestrado em Ensino de Informática e de Pós-graduação de Robótica e Tecnologias Emergentes no Ensino Básico. Desenvolve investigação na área das tecnologias digitais em educação, com especial incidência em didática e ensino da informática, na iniciação à programação e robótica educativa, pensamento computacional e aprendizagem mediada por tecnologias. Neste âmbito, tem publicado, nos últimos anos, artigos em revistas e conferências nacionais e internacionais e participado em diferentes projetos de investigação.

Sinopse da comunicação
O termo Pensamento Computacional tem vindo, nos últimos anos, a ganhar interesse e relevância em contexto educativo. Definido inicialmente por Seymour Papert, nos anos de 1980, como pensamento procedimental, encontra alguns dos seus fundamentos em trabalhos anteriores desenvolvidos desde 1950. O conceito ganha maior relevância, quando Jeannette Wing o apresenta em 2006, como uma competência fundamental para resolver problemas que qualquer pessoa deve desenvolver, não apenas os cientistas da computação, e argumenta sobre a sua importância em diferentes áreas disciplinares.
Vários países têm levado a cabo reformulações e reorganizações curriculares com vista à sua integração no currículo dos ensinos básicos e secundários. O recente relatório "Reviewing Computational Thinking in Compulsory Education", do Joint Research Centre da Comissão Europeia, publicado em Janeiro de 2022, apresenta-nos um mapeamento geral dos processos de integração do Pensamento Computacional em 30 países. Em contexto nacional, a reorganização curricular de 2018, com a definição das aprendizagens essenciais para a disciplina de TIC e, mais recentemente, a reorganização das aprendizagens essenciais da Matemática vieram colocar esta temática formalmente no currículo.
Neste workshop, procuraremos trazer ideias sobre a caracterização do conceito e os seus processos de integração curricular através da exemplificação de atividades pedagógicas.

João Seco

25 de maio 16:00 - 17:00 | Sala 3 - Pensamento Computacional
Biografia
JOÃO COSTA SECO completou o seu doutoramento na Universidade NOVA de Lisboa em 2006. É investigador integrado do grupo de Software Systems do centro de investigação NOVA LINCS e professor associado na FCT NOVA. Os seus interesses de investigação são centrados na utilização de métodos formais e linguagens de programação para melhorar o desenvolvimento e evolução de Software, nomeadamente no tópico de automação da programação. As suas atividades de ensino têm foco nas linguagens de programação, construção de compiladores, verificação de software, e desenvolvimento de aplicações para a Internet. É o coordenador do projeto oCTo NOVA, uma Academia Gulbenkian do Conhecimento. Liderou o desenvolvimento da plataforma FCT NOVA CodingFest, usada durante 3 anos por uma média de 1000 escolas em todo o país. Participa ainda em atividades de verão para jovens do 8.º ao 12.º ano que incluem programação, internet das coisas, inteligência artificial, e segurança dos dados.

Sinopse da comunicação
O termo Pensamento Computacional tem vindo, nos últimos anos, a ganhar interesse e relevância em contexto educativo. Definido inicialmente por Seymour Papert, nos anos de 1980, como pensamento procedimental, encontra alguns dos seus fundamentos em trabalhos anteriores desenvolvidos desde 1950. O conceito ganha maior relevância, quando Jeannette Wing o apresenta em 2006, como uma competência fundamental para resolver problemas que qualquer pessoa deve desenvolver, não apenas os cientistas da computação, e argumenta sobre a sua importância em diferentes áreas disciplinares.
Vários países têm levado a cabo reformulações e reorganizações curriculares com vista à sua integração no currículo dos ensinos básicos e secundários. O recente relatório "Reviewing Computational Thinking in Compulsory Education", do Joint Research Centre da Comissão Europeia, publicado em Janeiro de 2022, apresenta-nos um mapeamento geral dos processos de integração do Pensamento Computacional em 30 países. Em contexto nacional, a reorganização curricular de 2018, com a definição das aprendizagens essenciais para a disciplina de TIC e, mais recentemente, a reorganização das aprendizagens essenciais da Matemática vieram colocar esta temática formalmente no currículo.
Neste workshop, procuraremos trazer ideias sobre a caracterização do conceito e os seus processos de integração curricular através da exemplificação de atividades pedagógicas.

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